O que é o Fórum Social Mundial?
Histórico
Objetivos
Preparação
Belém
A Pan-Amazônia
Programação do FSM
Links
Fórum Social Mundial (Página Oficial)
Blog do Escritório Belém do FSM
Site oficial do VIII Fórum Social Mundial
Prefeitura de Belém
O que é o FSM?
O Fórum Social Mundial (FSM) é um evento anual destinado ao debate democrático entre ONGs, movimentos sociais, redes e outras organizações da sociedade civil sobre formas do desenvolvimento humano contrárias à política econômica neoliberal. O FSM surge em oposição ao Fórum Econômico Mundial (FEM), organização internacional independente que se reúne, desde o ano de 1971, na cidade de Davos, Suíça. Participam do FEM os chefes de Estado, jornalistas e empresários dos principais centros econômicos mundiais da política neoliberal.
Em sua oitava edição, o FSM será sediado na cidade de Belém, estado do Pará, entre os dias 27 de janeiro e 1° de fevereiro de 2009 no território conhecido como “Corredor do FSM 2009 Amazônia”, composto pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).
Histórico
2001
Entre os dias 25 e 30 de janeiro de 2001 ocorreu na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul a primeira edição do FSM que contou com aproximadamente 20.000 pessoas (das quais 4.700 eram delegadas de outras entidades) de 117 países com diversas atividades como oficinas, seminários e conferências que giraram em torno de quatro temas: a Produção de Riquezas e a Reprodução Social; o acesso às Riquezas e a Sustentabilidade; a Afirmação da Sociedade Civil e dos Espaços Públicos; Poder Político e Ética na Nova Sociedade. O Comitê Organizador do Fórum Social Mundial era formado por oito entidades brasileiras: Abong, Attac, CBJP, Cives, CUT, Ibase, MST e Rede Social de Justiça e Direitos Humanos. No encerramento do Fórum, o Comitê Organizador do FSM de Porto Alegre propôs diversas medidas para serem implantas nos próximos Fóruns Sociais Mundiais, dentre as quais se incluem a realização do Fórum todos os anos na mesma data do Fórum Econômico Mundial.
2002
Momento de consolidação, o segundo FSM aconteceu entre os dias 31 de janeiro e cinco de fevereiro em Porto Alegre (RS). Entre as declarações e documentos finais do evento, elaborados pelos 50 mil participantes de 123 países, estão uma declaração das mulheres asiáticas sobre o militarismo, que lembrou a conseqüente diminuição do sexo feminino causada por este tipo de atitude e sua cultura da violência; convocatória dos movimentos sociais, na qual as organizações foram estimuladas a fazer esforços que condenem a violência e o militarismo como forma de resolução de conflitos; a declaração do observatório internacional de imprensa, que conclamou cidadão e entidades civil para se reunir em uma rede internacional capaz de fiscalizar a mídia e lutar por um jornalismo ético e examinar os noticiários; e o Grito das Américas e Rio + 10, cuja lema foi “um mundo sustentável é possível”, e no qual 40 países signatários manifestaram “a importância de incorporar” ao fórum “a questão da sustentabilidade ambiental nas discussões”. Nas estatísticas do II FSM, estão 622 atividades autogestionadas, 27 conferências e 96 seminários, 800 inscritos na ciranda internacional da informação independente e inúmeras atividades culturais em todos os turnos. Os principais temas foram: A produção de riquezas e a reprodução social, o acesso às riquezas e à sustentabilidade, a afirmação da sociedade civil e dos espaços públicos e poder político e ética na nova sociedade.
2003
A terceira versão do FSM reuniu 100 mil participantes em Porto Alegre (RS) no mês de janeiro. Na abertura do evento, uma pesquisa com 15 mil pessoas de 15 países em relação ao fórum foi divulgada, o que demonstrou a relevante importância que o evento começava a ocupar na agenda mundial. De acordo com os balanços divulgados pelo comitê organizador, o número de delegados foi de 20763, representando 130 países, sendo a maior delegação a do Brasil, e a dos Estados Unidos da América. No total, realizaram-se dez conferências,1286 oficinas, seminários e atividades organizadas pelos próprios participantes, 36 painéis, 22 testemunhos, quatro mesas de diálogo e controvérsia e 292 expositores em atividades organizadas pelo comitê. No acampamento da juventude, onde se encontram e convivem de perto os participantes, foi contabilizado mais de 25 mil pessoas. O destaque desta edição foi a preparação conjunta pouco tempo antes do início do fórum realizado pela Ciranda Internacional de Informação Independente para jornalistas de meios de comunicação alternativos, com a finalidade de empreender uma cobertura conjunta. De acordo com pesquisa realizada durante o fórum, ficou constatado que apenas 8% dos presentes eram favoráveis à ação de direita com o uso da força. 51% dos participantes eram mulheres e 49% de homens.
2004
Sediado na Índia (Mumbai), o IV FSM foi realizado entre os dias 16 a 21 de janeiro. Ao todo, foram 74126 participantes, dos quais 60224 eram indianos no primeiro fórum itinerante. O já famoso trabalho voluntário veio de mais de 20 países, o que fez com que fossem necessários 180 tradutores que falavam as 13 línguas oficiais do encontro. Para levar os acontecimentos do fórum para todo o mundo, 644 órgãos de imprensa enviaram ao local aproximadamente 3200 jornalistas que realizavam seus trabalhos em terminais instalados no território social mundial, ou seja, o espaço em que acontece a programação. Os eixos temáticos deste FSM foram a “democracia, segurança ecológica e economia”, “discriminação, dignidade e direitos”, “mídia, informação e conhecimento” e “militarismo, guerra e paz”. Os eixos transversais foram: “Globalização imperalista”, “patriarcado”, “regimes de casta e racismo e exclusões sociais”, “sectarismo religioso, políticas de identidade e fundamentalismo (comunalismo)” e “militarismo e paz”. Mumbai, com 13 milhões de habitantes foi escolhida, entre outros fatores, devido à sua importante localização (é a principal porta de entrada internacional da Índia), e por ser, de acordo com o comitê organizador, por ser o lugar das “mais famosas lutas da classe trabalhadora, greves de operários da indústria têxtil e ferroviários”.
2005
155 mil pessoas de 151 países participaram de 26 a 31 de janeiro, em Porto Alegre (RS), da quinta versão do Fórum Social Mundial (FSM). Em sua maioria jovens, eles falavam ao todo 16 idiomas. Entre os muitos temas abordados nos seis dias de encontro, estavam a defesa dos bens comuns da terra, as culturas de resistência, práticas contra-hegemônicas de comunicação, diversidade de identidades, direitos humanos, o capitalismo neo-liberal, ética, cosmovisões e espiritualidades, lutas sociais, paz e desmilitarização, socialização do conhecimento e nova ordem democrática. Todas as temáticas foram perpassadas por temas comuns, como a dimensão política das lutas e emancipação social, luta contra o capitalismo patriarcal, luta contra o racismo e outras formas de exclusão, gênero e diversidade. Parte tradicional do evento, o mural de propostas recebeu durante o evento 352 idéias para a “construção de outros mundos”. De acordo com pesquisa feita por um instituto de aferição, a maioria dos participantes do V FSM estavam dentro da Carta de Princípios, ou seja, participavam de alguma rede ou movimento social, são críticos do processo de Globalização neoliberal e admitem que é preciso transformar o mundo, mas não de forma coercitiva.
2006
Realizada de forma descentralizada em três continentes (África, Ásia e América), o VI Fórum Social Mundial (FSM) ocorreu em períodos diferentes que iniciaram em 19 de janeiro, na cidade de Bakamo (Mali) e terminaram de 24 a 29 de março nas cidades de Karachi e Caracas, no Paquistão e Venezuela, respectivamente. No primeiro FSM policêntrico, em Bakamo, cerca de 10 mil pessoas participaram da tradicional marcha que abra a programação; ao todo foram 160 atividades que tiveram entre os eixos temáticos, alguns assuntos como “guerra e paz”, “migração”, “liberalismo”, “as questões da terra”, “universo feminino”, “comunicações”, “cultura”, “degradação dos ecossistemas” e “cooperação”. Em março, o FSM continuou em Caracas, reunindo todos os países da América e aproximadamente 80 mil inscritos que participaram de 2 mil atividades e 200 atividades culturais. O Brasil foi o país que mais apresentou propostas: 450, sendo seguido da Venezuela (400). Concomitantemente à realização na América, aconteceu o FSM Karachi, reunindo 30 mil pessoas em uma programação com 16 conferências/ plenárias e mais de 360 atividades autogestionadas. Algumas das plenárias na primeira parte da programação abordaram temas como políticas e guerra, o papel do governo, sociedade civil e organizações internacionais na administração de desastres, movimentos sociais e políticas para igualdade e liberdade religiosa.
2007
Reunindo pela primeira vez pessoas de todo mundo na África, o VII FSM aconteceu em Nairóbi, Quênia de 20 a 25 de janeiro. Um ano antes, foram realizadas consultas para definir nove objetivos gerais (ver site www.forumsocialmundial.org.br) nos quais se baseavam todas as atividades do fórum. 15 mil pessoas participaram da abertura do fórum e oito mil ativistas saíram da favela Kibera, a terceira maior da África na tradicional marcha. No quarto dia de encontro foram socializadas as 300 propostas de ação que haviam sido desenvolvidas durante as práticas autogestionadas dos dias anteriores. Nairóbi é a capital do Quênia e tem cerca de 3.4 milhões de habitantes. Uma das personalidades presentes do país mais lembradas durante o FSM foi Wangari Muta Maathai, Prêmio Nobel da Paz de 2004, que liderou a luta pela preservação do parque Uhuru, onde foi realizada a cerimônia de abertura. O FSM, segundo o comitê organizador, pode ser definido como os "cinco dias de resistência cultural e celebração” e o marco para a inclusão da agenda africana no movimento altermundista.
Objetivos
Para nortear as atividades do FSM, nove objetivos foram traçados em 2007, em Nairobi (Quênia). Apesar de já estarem bem delimitadas, as proposta feitas pelo Conselho Internacional (CI) do FSM para a realização do encontro passam, no momento, por avaliação pública via internet. A seguir, os objetivos do Fórum Social Mundial de 2009:
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Pela construção de um mundo de paz, justiça, ética e respeito pelas espiritualidades diversas, livre de armas, especialmente as nucleares;
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Pela libertação do mundo do domínio das multinacionais, do capital financeiro, da dominação imperialista e de sistemas desiguais de comércio;
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Pelo acesso universal e sustentável aos bens comuns da humanidade e da natureza, pela preservação de nosso planeta e seus recursos, especialmente da água e das florestas;
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Pela democratização do conhecimento e da informação e pela criação de um sistema compartilhado de conhecimento com o desmantelamento dos Direitos de Propriedade Intelectual;
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Pela dignidade, diversidade, garantia da igualdade de gênero e raça e eliminação de todas as formas de discriminação e castas (discriminação baseada na descendência);
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Pela garantia (ao longo da vida de todas as pessoas) dos direitos econômicos, sociais, humanos, culturais e ambientais, especialmente os direitos à alimentação, saúde, educação, habitação, emprego e trabalho digno;
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Pela construção de uma ordem mundial baseada na soberania, na autodeterminação e nos direitos dos povos;
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Pela construção de uma economia centrada nos povos e na sustentabilidade;
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Pela construção e ampliação de estruturas políticas realmente democráticas e instituições com a participação da população nas decisões e controle dos assuntos e recursos públicos.
(Fonte: www.forumsocialmundial.org.br)
Preparação
O Fórum já está funcionando com um escritório localizado na Rua 28 de Setembro, número 1210 (sala 02), em Belém (Pará). Também já está no ar um site com todas as informações necessárias para as pessoas que queiram participar deste importante encontro. Muitas mobilizações antecedem o evento, como as que devem ocorrer nas cidades brasileiras em proveito do grito dos excluídos (dia sete de setembro de 2008), e III Fórum Social Mundial das Migrações que se realizará em Riva-Vacia, Madrid, Espanha, também em setembro, nos dias 11 a 13. A última programação antes do evento será a Cúpula dos Povos do Sul, em dezembro deste ano.
Belém
Embora seja considerada a metrópole da Amazônia, a cidade de Belém possui problemas em sua infra-estrutura que poderão ser um incômodo para a realização do Fórum. Estão previstas a chegada de aproximadamente 130 mil à Belém para participarem do evento. Tal volume de pessoas se torna uma preocupação, pois o setor hoteleiro da cidade não tem condições para suplantar a demanda de hóspedes previstos, havendo a necessidade de busca por abrigos alternativos. A falta de planejamento ocasionou problemas em outros setores da cidade como no trânsito e transportes. A avenida Perimetral, principal via de acesso às instituições UFRA, NPI e UFPA onde serão realizadas a maioria dos eventos do Fórum, apresenta uma precária estrutura de mão única e carente de asfalto, além do trânsito na cidade ser caracterizado por uma grande quantidade de veículos além do limite suportável para a estrutura do trânsito, ocasionando congestionamentos em diversos horários. Prefeitura de Belém e Governo do Estado já apresentaram algumas propostas para contornar algumas dessas problemáticas.
A Pan-Amazônia
O debate internacional do meio-ambiente gira em torno dela e de suas dinâmicas internas de ocupação. Privilegiada por uma vasta -e até desconhecida- diversidade de recursos naturais, minerais, hídricos e biológicos, a Pan-Amazônia congrega as regiões amazônicas de Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname. Partindo da premissa de que a discussão da apropriação de tais riquezas pelos atores sociais da região e do impacto deste processo para as demais sociedades do mundo não se faz útil se travada apenas entre representantes destes países, os organizadores do Fórum Social Mundial convidaram movimentos sociais de vários países para articular a realização do mega-evento em Belém, capital do segundo estado que mais devasta a floresta, em termos de desmatamento, e primeiro em exploração de recursos minerais; afim de que pessoas de todo o planeta possam compartilhar idéias e experiências sobre uma realidade de aparentemente distante, mas que respeita a toda humanidade, uma vez que influencia toda a natureza terrestre.
Programação do FSM
27/01– Abertura com a Marcha.
28/01– Dia dedicado à Pan- Amazônia.
29 a 31/01 – Atividades auto-gestionadas, inclusive o FSPAN e o processo de alianças e convergências.
1/02 – Encerramento do FSM
2 e 3/02 – Reunião de avaliação do CI/ FSM
Links
Fórum Social Mundial (Página Oficial)
www.forumsocialmundial.org.br
Traz informações sobre as versões anteriores, as origens do fórum, carta de princípios e clippings
Blog do Escritório Belém do FSM
belemjaneiro2008.blogspot.com
Atualizado periodicamente, está no ar desde janeiro. Conta com a lista de todos os grupos de trabalho que fazem parte do fórum.
Site oficial do VIII Fórum Social Mundial
www.fsm2009amazonia.org.br
Informações sobre a programação, carta da Pan-Amazônia, Agenda de Mobilização e contatos do escritório na cidade de Belém.
Prefeitura de Belém
http://www.belem.pa.gov.br
Para conhecer melhor a cidade, sua infra-estrutura, pontos turísticos, sua história etc. Com galeria de fotos.